Mário Rui Vieira

Jornalista há 16 anos, soube cedo que queria escrever sobre música. Iniciou o seu percurso profissional no então jornal BLITZ, depois de se licenciar em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, e escreveu para publicações como DIF, Parq e Dance Club. Permanece até hoje a escrever para a BLITZ, acumulando funções como redator da secção de música do jornal Expresso.

Qual foi o primeiro disco que compraste?

Lembro-me bem dos primeiros discos que ouvi, na aparelhagem dos meus pais. Discos sem serem discos: eram dois cartuchos que guardo na memória até hoje, um do António Variações, outro do Carlos Paião. O primeiro disco que comprei com o meu dinheiro foi “America’s Least Wanted”, dos Ugly Kid Joe.


E o mais recente…

“Magdalene” de FKA Twigs e o single de ‘Everything I Wanted’ de Billie Eilish.

O que procuras juntar mais na tua coleção?

Edições especiais de álbuns dos meus artistas do coração e completar as discografias das minhas grandes referências.

Um disco pelo qual estejas à procura há já algum tempo.

Não é tanto o disco pelo qual estou à procura, é mais o álbum de que estou ansiosamente à espera… E são muitos. Assim de cabeça: um disco rock da PJ Harvey (com guitarras à séria), um novo dos Radiohead que me tire do sério e dois golpes de génio da Grimes e do Frank Ocean. 

Um disco pelo qual esperaste anos até que finalmente o encontraste.

Não me lembro de isso acontecer. Olho pouco para o passado, prefiro alimentar a minha coleção com ideias de futuro.

Limite de preço para comprares um disco… Existe? E é quanto?

Não pago mais por um disco do que por uma conta da eletricidade. Acho que o meu máximo até hoje foram 60 euros, quando ainda não tinha contas para pagar. Não tenho possibilidades financeiras para fazer grandes loucuras, nos dias que correm.

Lojas de eleição em Portugal…

Não tenho. Qualquer FNAC ou loja digital funciona para mim. 

Feiras de discos. Frequentas?

Não. Só se for lá parar sem intenção ou alguém me convidar.

Fazes compras online?

Cada vez mais.

Que formatos tens representados na coleção*

Vinil, CD, DVD, cassete, mp3. A grande maioria são CDs, mas gostava verdadeiramente de encontrar aqueles cartuchos do Variações e do Paião dos meus pais. Infelizmente eles não sabem onde estão portanto já perdi a esperança.

Os artistas de quem mais discos tens?

Radiohead são os grandes campeões, mas Björk, PJ Harvey e Beatles estarão lá muito perto.

Editoras cujos discos tenhas comprado mesmo sem conhecer os artistas…

Uma: a 4AD. Continua, até hoje, a ter dos catálogos mais arrojados que conheço. E não parou no tempo, o que é bastante bom. O que não é tão bom é já ter ouvido histórias pouco abonatórias da boca de artistas que lançaram discos por ela.

Uma capa preferida.

É difícil escolher uma capa da Björk. Gosto muito de todas. Talvez a do “Homogenic”. Mais recentemente, a capa de “Água-Má”, de Filho da Mãe, desenhada pela Cláudia Guerreiro dos Linda Martini.

Um disco do qual normalmente ninguém gosta e tens como tesouro.

O “Bedtime Stories”, da Madonna.

Como tens arrumados os discos?

Por ordem alfabética em estantes que tenho na sala. Os mais recentes estão numa gaveta à espera de serem arrumados na nova estante que terei de comprar mais tarde ou mais cedo.

Um artista que ainda tens por explorar…

O Tom Waits é alguém que sempre me intrigou muito, mas cuja voz se torna difícil de escutar e assimilar. Gosto muito do que conheço mas tenho medo de mergulhar à séria e depois não conseguir sair.

Um disco de que não gostasses e agora tens entre os preferidos.

Foi muito difícil para mim entrar no “White Chalk” da PJ Harvey e no “Shake the Habitual” dos Knife, mas hoje são dos meus álbuns favoritos de sempre.

Já compraste discos que, afinal, já tinhas? Caso sim, quais. E o que fazes com os discos repetidos?

Inadvertidamente, porque me esqueci que o tinha, voltei a comprar o “Boys for Pele” da Tori Amos. Intencionalmente, tenho várias versões de álbuns dos Radiohead. Quando recebo das editoras discos que já tenho, acabo por oferecê-los a amigos ou familiares.

Há discos que fixam histórias pessoais de quem os compra. Queres partilhar um desses discos e a respetiva história?

O “Black Celebration” dos Depeche Mode tornou-se a banda sonora do meu livro favorito de sempre. Estava na faculdade quando um professor me sugeriu a leitura do “1984” do George Orwell e, por coincidência ou obra do destino, estava viciado em canções como ‘A Question of Time’, ‘A Question of Lust’ ou ‘Stripped’. O casamento perfeito.

Um disco menos conhecido que recomendes…

Antes de a Sia ser uma estrela planetária, editou um disco de que gostei muito. Chama-se “Some People Have Real Problems” e tem o Beck em duas canções.

Um pensamento

  1. Tanto Carlos Paião como Variações começaram a editar em 80 e pouco quando o cartucho já tinha praticamente desaparecido. No v/ artigo sobre cartuchos indicam que «O cartucho (de 8 pistas, daí o nome “track”) prosperou até finais dos anos 70 quando um outro novo formato – o da cassete compacta – entrou em cena e rapidamente desviou para si os consumos». Achava assim que não existiriam cartuchos com esses nomes mas depois cheguei a conclusão que seriam piratas pois em https://rocknoliceu.blogspot.com/2015/12/o-rock-portugues-encartuchado-em-8.html tem dois cartuchos da mesma altura.

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