Os concursos televisivos de talentos têm representado uma importante fonte de vozes que nos últimos anos têm representado os respetivos países na Eurovisão. E foi precisamente num deles, o “The Voice” que, em 2014, culminando numa final onde cantou Stromae, Lady Gaga ou Pharell Williams, os belgas descobriram Loïc Nottet. Natural de Charleroi, onde nasceu em 1996, o cantor e também autor mal saiu do concurso projeto um percurso que fez coincidir a criação de um single de estreia com o convite da RFBF para representar a Bélgica no ano seguinte em Viena. Co-assinado com a sua mentora B.J. Scott, “The Rhythm Inside” foi apresentada em março de 2015 e, dois meses depois, suba ao palco do Wiener Stadthalle.

Canção pop, suportada por uma arquitetura rítmica bem vincada, moldada sobretudo por electrónicas, “The Rhythm Inside” foi mostrada em palco numa performance que marcava a relação com as batidas e sublinhava o tom minimalista da produção. Destacou-se claramente, conquistando o 2º lugar na respetiva semifinal, terminando a noite em quarto lugar, o que correspondeu então à melhor classificação da Bélgica desde o 2º lugar de 2003 com os Urban Trad e a vitória de Sandra Kim com “J’aime La Vie” em 1986.

Na verdade “The Rhythm Inside” de Loïc Nottet, abriu um ciclo de grandes resultados belgas que se estenderam por mais três anos, juntando o 10º lugar de Laura Tesoro em 2015 e o quarto de Blanche, com “City Lights” em Kiev, em 2017. Quanto ao próprio Loïc Nottet teve aqui um seguro arranque de carreira que, entretanto nos deu já os álbuns “Selfocracy” (2017), “Sillygomania” (2020) e “Addictocrate” (2023). 

A foto principal deste post é de ShareAlike 3.0 Austria e foi retirada daqui

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Trending