Gato Maltês (Olhão)

O vinil (novo e usado) é um dos motivos para entrar no Gato Maltês, um espaço em Olhão no qual a música convive com outros motivos de interesse, que vão desde máquinas Polaroid originais, objetos de coleção e… petiscos. Texto: Nuno Galopim

Hoje rumamos até ao Algarve para conhecer o Galto Maltês, uma espaço que é mais do que apenas uma loja e onde os discos são um dos motivos para ali entrar regularmente. Nada como termos aqui o era-uma vez contado pelo Marco Lampreia. E tudo nasceu da sua “paixão pelo século XX, em especial as décadas de 60 e 70, em termos musicais, políticos e estéticos, que nos remetem para um mundo analógico”. Ele mesmo continua: “A certo momento cansei-me do facto de não existirem eventos no Algarve que fossem nesse sentido e comecei a organizar umas festas mod, em Faro, a primeira no “Club Farense” e as seguintes nos “Artistas”. A determinado momento a minha “prestação de serviços” teve um fim e decidi começar, com a ajuda da mãe do meu filhote, esta aventura em Faro que era um misto de várias coisas (pois são as conjugações / misturas improváveis que norteiam o conceito da marca)”. Estavam então em cena “vendas de vestuário, calçado, vinil (ainda muito pouco na altura), Polaroid, Lomografia e merchandising da Vespa e Fiat 500” que permitiam “manter um espaço com workshops e cultura que fosse livre e sem restrições e onde se podia ir beber também um copo. E desta última possibilidade nasceu o “subtítulo” da marca “Espaço de Fruição e criação cultural”, que Marco explica ser “baseado num artigo da nossa constituição que prevê este direito”. Mas nem tudo foi fácil e, “face à crise económica da altura (finais de 2012)”, fecharam o espaço e Marco emigrou.

Ao longo dos anos que esteve fora foi “acumulando” vinil, máquinas Polaroid originais, memorabillia e mobiliário, “mas sem deixar de aparecer em alguns pop-ups em Faro e na criação de uma loja online (apenas para empréstimos e vendas de máquinas Polaroid e filmes)”. Sabia contudo que o seu “caminho passava por um regresso a Portugal e pelo reatar desta loucura”. E vinca que sempre pretendeu “que o Gato Maltês fosse um coletivo ou uma associação e que se tornasse algo que aparece e desaparece, sempre com algo diferente para oferecer e onde se encontram artistas de diversos quadrantes”. Foi então “nessa forma que surgiu uma parceria com o João Apolónia” no espaço em Olhão e, depois, com Kelly Roberts em Loulé, “que permitiu associar o Gato Maltês com a restauração”. Marco deixa claro que “isto significa” que não assentaram “arraiais” e “há abertura para novas aventuras”. Esse, de resto, “sempre foi esse o espírito e continua a ser”. Ou seja: “neste momento estamos onde estamos, amanhã não sei”.

O nome Gato Maltês, explica, “é o reflexo disto tudo, vem de uma expressão antiga que costumava ouvir em miúdo e que designava alguém irrequieto, que não se conforma e foge da normalidade”.

Contada a história, entremos no espaço para ver os discos. Marco deixa claro: “Não somos especializados em qualquer estilo de música e pode encontrar-se de tudo um pouco”.

Encontramos ali “sobretudo LPs”, já que ainda não surgiu “espaço para uma maior exposição de singles”. Há discos novos e também usados (concentrando agora em Olhão também o stock que até recentemente havia no pop up em Loulé). As vendas fazem-se todas na loja física, não havendo por isso um projeto complementar de loja online.

Além dos discos encontramos “algumas centenas de máquinas Polaroid originais (em segunda mão) e filmes, para além de alguns objetos de coleção. O espaço é dado também à “realização de workshops”, algo que por estes dias está “um pouco parado pela pandemia”.

Onde podemos encontrar este Gato Maltês? Em Olhão, integrado na Associação Re-Criativa República 14, “um edifício com as várias salas e um enorme pátio interior com uma atmosfera mais descontraída onde estão os discos e há snacks e petiscos”.

E quem visita a loja? Marco observa que não estão “propriamente em ruas de maior movimento (ainda)”, pelo que assim entram ali “aqueles que vão à procura de comprar discos ou apenas ver o que há de novo”, isto sem esquecer público dos eventos. E aí “os discos são mais uma boa desculpa para ir aos eventos e vice-versa. Entretanto esperam “começar a organização de concertos, mas será necessário esperar por melhores dias”. E, quem sabe, “outras maluquices que entretanto surjam”.

Morada:

Av. da República nº.14, 8700-310, Olhão

Horário:

Terças das 15.00 às 21.00

Quarta das 10.00 às 15.00 e das 16.00 às 21.00

De quinta a domingo das 15.00 às 21.00

Encerra às segundas.

Às sextas e sábados, quando há eventos, o horário prolonga-se até às 23.00

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