Quais são os formatos dos discos em vinil?

São muitos os formatos em que podemos encontrar gravações de música. Desde a variedade de dimensões e velocidades de rotação do vinil às edições em outros suportes (da cassete ao CD, passando pelos cartuchos ou o flexi-disc, sem esquecer os formatos que precederam o vinil), a oferta de música gravada é vasta em possibilidades para o colecionador.

Vamos aos poucos andar por estes vários formatos. E começamos com a “família” do vinil. Do LP aos singles, sem esquecer os EP e máxi-singles e os picture discs.

LP

Formato criado em 1948 começou por ser sobretudo usado para gravações de música clássica, jazz e musicais. A emergente cultura rock’n’roll começou a explorar gradualmente o formato na segunda metade dos anos 50 mas só na década de 60 foi generalizado o conceito de álbum, que então ganhou um estatuto de referência. Apesar de raras exceções – como foi o caso da prensagem original de “Victorialand” dos Cocteau Twins – o LP roda nos pratos dos gira-discos a 33 1/3 rotações por minuto (RPM) e permite a reprodução de 26 minutos de música em cada face. O formato mais comum para o LP é o do disco de vinil de 30 cm de diâmetro (ou 12 polegadas), mas houve alguns mercados – sobretudo o francês – no qual o LP de 25 cm (10 polegadas) – chegou a ter alguma representação. LP são as iniciais para “long playing” ou “long play”. Com o conceito de álbum implantado surgiram depois variações mais extensas, como o LP duplo, triplo, e por aí adiante. Nos anos 60 a 80 a possibilidade de juntar vários LP numa caixa ganhou sobretudo um lugar de destaque na música clássica (frequentemente em gravações de ópera e ciclos sinfónicos). Há ocasiões de álbuns com um reduzido número de faixas – ou curta duração da música ali registada – que podem ser apresentados como mini-LP. A fronteira entre o mini-LP e o EP é por vezes mais coisa do gosto do artista ou de quem o comunica do que propriamente uma regra científica (se bem que pode fazer sentido chamar mini LP aos que rodam a 33 RPM e EP aos que rodam a 45 RPM)…

Single

Tal como o LP, o single a 45 rotações por minute com um diâmetro de sete polegadas (175 mm) entrou em cena depois da II Guerra Mundial. Surgiu em 1949 e enfrentou uma “guerra” de formatos com o disco de 78 rotações e acabou gradualmente a ser adotado, sobretudo pela popularidade que conquistaria com as gravações de rock’n’roll nos anos 50. Tornou-se então o formato prioritário para a criação dos grandes êxitos da música popular, estatuto que manteve até ao momento em que o CD assumiu a liderança dos consumos de música gravada (não tendo nunca o CD single alcançado os níveis de popularidade do single de sete polegadas em vinil). Tal como nos discos de 78 rotações os singles apresentam habitualmente uma faixa em cada face (há casos em que o lado B pode juntar dois temas de mais curta duração). Ocasionalmente há edições que juntam dois singles sob uma mesma capa, criando assim, tal como o duplo LP, um single com quatro faces. Outro conceito – mais para comunicação do que propriamente um formato – é o “double A side”, single no qual ambas as faces têm canções merecedoras de igual protagonismo. Um exemplo de duplo lado A pode ser o caso de “Last Christmas” / “Everything She Wants” dos Wham! É frequente nas listagens vermos o single referido como 7” (ou seja, sete polegadas). Há por vezes referências ao single com as iniciais SP (de “single play”).

EP

Uma simples variação do formato do single, propondo em vez de uma faixa por face a possibilidade de juntar dois temas de cada lado do disco. O formato mais comum para os EP (de “extended play”) nos anos 60 era o do disco de sete polegadas. Em alguns mercados – como o português ou o francês – o EP foi um formato de grande protagonismo nos universos da música popular nos anos 60. Depois dos anos 70 o EP tornou-se uma opção mais invulgar, podendo surgir tanto no formato do disco de sete polegadas como no de doze. O que o distinguia então dos demais singles e máxis era sempre o número (maior) de faixas que apresentava.

Máxi single

A criação de discos expressamente pensados para servir os DJ e as pistas de dança tem origens repartidas entre a Jamaica dos anos 50 e a eclosão do ‘disco sound’ nos Estados Unidos nos anos 70. Usando formatos de dez e doze polegadas (este último acabando por prevalecer) os máxi singles usam mais espaço de vinil para explorar não apenas uma maior fidelidade do som como também o acomodar de versões mais longas das canções. Na década de 80 o formato começou a ter uma vida comercial mais presente no mercado, ultrapassando o nicho dos circuitos de DJ onde nascera. A esmagadora maioria dos máxi-singles surge em discos de 12 polegadas (30 cm) a 45 RPM, mas há casos de máxis a 33 RPM (sobretudo frequentes no mercado americano nos anos 80). Muitas vezes os máxi singles são referidos em listagens pelas suas dimensões: 12” (os mais comuns) e 10” (menos frequentes).

Picture Disc

Esta é uma designação que não tem a ver com as dimensões nem as velocidades de rotação nem mesmo o volume de espaço de música gravada nos discos. Um picture disc é um disco em que usa imagens sob a superfície de leitura em vez do vinil (mais frequentemente negro, apesar da proliferação recente de prensagens a outras cores). Apesar de algumas experiências que recuam ao início do século XX, a presença mais regular do picture disc no mercado só acontece na década de 70. As edições em picture disc são sobretudo dirigidas a fãs dos respetivos artistas e a colecionadores.

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