Louie Louie (Lisboa)

A Louie Louie, que desde há algum tempo tem por morada o número 3 das Escadinhas do Santo Espírito da Pedreira (junto à saída do metro Baixa-Chado na Rua do Cruxifixo), é uma loja já com 12 anos de vida. “Surgiu em Lisboa em final de 2007 a partir da parceria com outra loja com o mesmo nome que já existia no Porto”, conta Jorge Dias que lembra ainda que “Louie Louie” é o título de “uma canção clássica do rock’n’roll americano, uma “garajada” muito querida da fação mais underground e rockeira dos amantes de música, e que já teve inúmeras versões”. A mais conhecida, acrescenta, “é a dos Kingsmen, popularizada em 1963, mas há muitas outras como a de Iggy Pop ou dos Motorhead. Poderá ser até a música mais regravada da história, logo a seguir a “Yesterday” dos Beatles”.

A Louie Louie vende discos em vinil e CD de muitos géneros musicais, “mas de preferência de música que aguente o teste do tempo e, portanto, tenha mais culto”. A oferta vai do indie-rock ao jazz, do disco-sound ao hip-hop, da música portuguesa à brasileira, incluindo ainda a clássica. “Tentamos ter sempre em prateleira os melhores discos que conseguimos e que representem a maior variedade possível”, explica Jorge Dias, que continua: “Como temos discos usados, mas também novos, tentamos ter um bom balanço entre clássicos de sempre e algumas novidades mais quentes de músicos a despontar ou que sempre mantiveram interesse”.

O stock inclui “discos de vinil (singles e LPs), CDs e DVDs, novos e usados. Temos também algumas edições especiais (boxes, livros com CDs, etc.)”. E, como conta Jorge Dias, “existem clientelas para todas as combinações: ‘Só LPs novos’; ‘só LPs usados de prensagem original’; ‘só CDs usados até 5 euros’, etc. De um modo geral, nos últimos anos, a quantidade de vinil vendido tem superado a dos CD, tanto nos novos como nos equivalentes usados”.

A música está organizada “atendendo à dimensão da loja e de um modo que”, esperam, “seja fácil de entender para qualquer clientela”. Por exemplo, “nos CDs há secções específicas (e mais pequenas) para o jazz, a música eletrónica ou o rock mais pesado, mas no pop-rock estão organizados por ordem alfabética”. No caso dos LPs usados os discos “estão organizados por estilos (jazz, hip-hop e reggae, soul/funk, clássica, funk/disco, etc.) mas depois há secções próprias para artistas mais procurados, com maior discografia e que ultrapassem o âmbito de qualquer estilo específico, tipo Beatles, Pink Floyd, Bruce Springsteen”. As zonas dedicadas ao pop/rock são subdivididas por subgéneros, o que auxilia o cliente nas suas buscas.

Os discos novos “vendem-se menos que os usados, até porque são bastante mais caros e, por isso”, a oferta da loja “também é mais reduzida” nesse departamento. O CD “continua a ter procura, ou por ser mais barato (falamos de CDs usados) ou por existir muita música que nem sequer chegou a ser editada noutro formato”. Há também “muitas pessoas que continuam a ser fieis ao CD porque é prático e porque gostam de ter os álbuns das bandas da sua preferência, mesmo se os podem ouvir de outro modo. A desmaterialização da música e consequente dispersão por inúmeras plataformas permite o acesso muito mais rápido a novos artistas e músicas, mas penso que as pessoas preferem ter os discos com mais significado histórico num formato físico, seja o vinil ou o CD”, explica. Há ainda na Louie Louie “um núcleo de entusiastas que pergunta” por cassetes “e por vezes compra”. Jorge crê “que a maior parte nem terá um leitor de cassetes, mas como muitas edições recentes trazem um download digital, assim podem ter acesso à música e ficar com o objeto na mesma. Mas também há quem queira cassetes de edição original”.

O público de uma loja como a Louie Louie é “necessariamente variado”. Jorge Dias justifica que assim é “não só por” a loja “se localizar numa zona de passagem e, portanto, acolher clientes ocasionais”, mas porque, sobretudo, tenta satisfazer muitos clientes que ali têm passado “ao longo dos anos e que vão procurando títulos especiais para irem completando as suas coleções”. E, por terem “uma variedade de estilos bastante abrangente”, acabam “sempre por ter pessoas com gostos muito diferentes”. E conclui: “Continuamos a achar que as pessoas que nos acompanham são as que têm gosto e cultivam o conhecimento musical sobretudo nas áreas em que os podemos servir”.

Cada cliente “tem as suas especificidades e numa loja com mais de dez anos de existência já houve, com certeza, muitos pedidos estranhos ou difíceis”. E que pedidos foram esses? “De discos super-esquecidos e que nunca estiveram à venda no mercado internacional, até formatos menos comuns como os discos de grafonola (que também temos) ou “cartuchos” (que são uma espécie de cassetes especiais que se ouviam muito nos carros nos anos 70 – e que não temos) já nos pediram de tudo”.

A música que passa na loja “é escolhida de uma forma aparentemente aleatória”, diz-nos Jorge Dias. Ouve, por isso, o que lhes “apetece em cada altura”. Na realidade, “muita da música que passa na nossa aparelhagem são discos que precisamos de ter a certeza que estão em boas condições para serem colocados nas prateleiras”. Tentam “também adaptar a música ao ambiente de cada momento na loja. Há “horas mais paradas em que se consegue ouvir música mais exigente com mais atenção e momentos em que é melhor deixar um ambiente mais… easy listening“.

Morada:

Escadinhas do Santo Espírito da Pedreira, nº3. É a única loja situada nessas escadinhas, logo ao lado da saída da estação de metro Baixa-Chiado para a Rua do Crucifixo e Rua do Ouro.

Horário:

De segunda a sábado das 11.00 às 19.30.

Domingos e Feriados das 15.00 às 19.30.

A Louie Louie faz vendas online através do site: www.louielouie.biz.

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