Uma história visual das máquinas que nos dão música

A menos que tenhamos músicos em casa não há maneira de escutar música sem a ajuda de máquinas. E é a história dessas máquinas que nos é contada em The Art of Sound, livro de Terry Burrows lançado pela Thames & Hudson e que sugere uma proposta diferente face a vários outros títulos já antes apresentados sobre este tema. O sub-título diz tudo: “a visual history for audiphiles”… E o que de facto ressalta nestas 350 páginas é a impressionante coleção de imagens que nos faz atravessar épocas, aparelhos e, naturalmente, os formatos pelos quais se foi fazendo a história da música gravada.

A história começa no século XIX com os fonógrafos e outras primeiras máquinas e avança até aos leitores digitais do nosso tempo. Passa pelas grafonolas e os discos 78 rotações que nelas se escutavam, as várias gerações de microfones, os primeiros aparelhos de rádio, os gravadores de bobines, os discos e os gira-discos, os cartuchos, as cassetes, os leitores de cassetes, os minidiscs, os DAT, os leitores de música digital, etc… Há anúncios a apresentar máquinas e gravações. Há rótulos e etiquetas. E fotos que tanto recordam as campanhas de gravação de campo em 1900 ou mergulham nos estúdios de hoje.

A história está estruturada em quatro grandes capítulos que, por si, definem as grandes etapas na história da música gravada: a era acústica (de 1857 a 1921), a era elétrica (de 1925 a 1945), a era magnética (de 1928 a 1979) e a era digital (que tem raízes em 1969 mas que se manifestou de forma superlativa só depois dos anos 80).

Cada capítulo é apresentado com um texto que narra os acontecimentos desse período, referindo achados tecnológicos, guerras de patentes e as evoluções dos comportamentos e modelos de criação, gravação, divulgação e consumo de música.

Além destes textos de lançamento e de legendas extensas que explicam todas as imagens, há ainda no livro perfis de uma série de protagonistas nesta história. Perfis que vão desde figuras como Thomas Edison ou Emile Berliner, respetivamente os inventores do fonógrafo e do gramofone, até nomes como Lee De Forest (pioneiro da rádio e televisão), Gugliemo Marconi (pioneiro das transmissões sem fios), Alan Blumein (que desenvolveu a estereofonia como a conhecemos), Les Paul (pioneiro da gravação multipistas), Valdemar Poulsen (criador do primeiro sistema de gravação magnética), Phil Spector e Joe Meek (produtores musicais), Ray Dolby (criador de tecnologia de redução de ruído), Thomas Stockham (o “pai” do som digital), Karlheinz Brandenburg (pioneiro do desenvolvimento dos ficheiros mp3) e Shawn Fanning (fundador do Napster).

“The Art Of Sound – A Visual History For Audiophiles”, de Terry Burrows, é um volume de 350 páginas, com capa dura, publicado pela Thames & Hudson.

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