9. Spike Jones, ““Dinner Music For People Who Aren’t Very Hungry” (1957)

Era tão magro que lhe deram o nome de “spike” (ou seja, “cavilha”, como nos caminhos de ferro, o que faz sentido já que o seu pai era agente da Southern Pacific). Foi assim que o jovem que nascera com o nome Lindley Armstrong Jones passou a ser tratado com o nome pelo qual registou a sua presença na história da música do século XX: Spike Jones. Começou por tocar em orquestras, mas a ideia de repetir as peças dos outros não o entusiasmou e cedo juntou um grupo com o qual experimentou formas de criação de humor através da música. Uma gravação de uma dessas sessões foi parar à secretária de um executivo da indústria discográfica. E o que era um divertimento de músicos transformou-se num caso mais sério. Mas sem perder nunca o humor. 

Durante as décadas de 40 e 50 apresentou-se acompanhado por uma banda à qual chamou Spike Jones & His City Slickers, lançando, ora em banda ora a solo, uma série de discos e atingindo um patamar de popularidade que chegou a dar-lhe um programa de televisão. 

Dinner Music For People Who Aren’t Very Hungry correspondeu a uma das suas primeiras experiências no formato de LP. E refletiu não apenas a possibilidade de criação de uma narrativa mais alargada para a sua música, como também a exploração das possibilidades tecnológicas que a alta fidelidade colocava ao serviço do som.
O alinhamento junta algumas peças então já “clássicas” do seu catálogo, cruzando-as com outras novas criações, juntando uma narração como fio condutor e as incontornáveis presenças dos elementos de sonoplastia que frequentemente Spike Jones usava como os motores para dar largas ao humor. Não faltam também paródias a peças clássicas, de abordagens menos canónicas a Brahms ou J. Strauss à transformação, com espirros, de O Vôo do Moscardo de Rimsky-Korsakov em The Sneezin’ Bee (com solo de trombone).

“Dinner Music For People Who Aren’t Very Hungry” teve uma primeira edição em 1957, pela Verve. A Rhino lançou uma edição em CD em 1988.

Da discografia de Spike Jones vale a pena descobrir álbuns como:
“A Course in Music Depreciation” (1955), como Spike Jones & His City Slickers
“Spike Jones Presents a Xmas Spectacular” (1956)
“Spike Jones in Hi-Fi” (1959)

Se gostou, experimente ouvir:
George Formby
Tom Lehrer
Mel Blanc

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