John Williams “A Guerra das Estrelas” (1977)

Natural de Nova Iorque, onde nasceu em 1932, John Williams já fazia música para cinema desde finais dos anos 50 e tinha já dois Oscares e uma coleção de nomeações quando, em 1977, dois filmes em que colaborou fizeram história em vários sentidos. Por um lado tanto Star Wars de George Lucas (que entre nós estreou como A Guerra das Estrelas) como Encontros Imediatos de Terceiro Grau de Steven Spielberg, elevaram o cinema de ficção científica a novos patamares tanto na produção como na capacidade em chegar a grandes plateias globais. Por outro ambos levaram a música de John Williams a um estatuto planetário, fixando ambas na memória coletiva e inscrevendo-as como peças de referência na história da cultura popular.

Criada segundo um pensamento clássico, usando uma grande orquestra, cruzando heranças de várias escolas (desde o romantismo às visões de grandes criadores de música para cinema do século XX), usando leitmotivs para criar ligações evidentes com personagens ou ambientes específicos, a banda sonora de A Guerra das Estrelas foi uma das várias expressões de grande adesão que o filme conseguiu criar para além da experiência na sala de cinema.

A fanfarra de abertura cruzou, entretanto, os nove episódios da saga central, conquistando um espaço de longevidade na história do cinema que tem como paralelo poucas outras criações musicais (como o tema que abre os filmes da série James Bond). Os temas de Luke e Leia respiraram igualmente para além dos instantes em que ali nasceram, definindo de certa forma peças centrais na caracterização da história de todo o universo Star Wars. A sequência final, Throne Room, sublinha a dimensão épica que desenha toda a banda sonora (bem como as imagens). E em Imperial Attack estão já elementos da Imperial March que só seria escutada na sua forma definitiva em O Império Contra-Ataca.

Além desta dimensão sinfonista a banda sonora abre um instante de surpresa maior nos tons retro jazzísticos (piscando olho à música dos anos 20 do século XX, mas com arranjo com sabores diferenciadores, nomeadamente na presença de uma steel band) em Cantina Band, que se tornaria outro dos episódios mais vezes lembrados deste filme.

A edição original em Portugal apresentava a música no formato de um LP duplo, com o título traduzido para português na capa. – N.G.

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