Paulo Lizardo

Paulo Lizardo tem 48 anos, é designer gráfico, mas igualmente conhecido como DJ. O seu nome passou ainda pela versão rádio do Planeta Pop. Hoje fala-nos dos discos da sua coleção.

Qual foi o primeiro disco que compraste?

O Dare dos The Human League. Foi no natal de 1981 nos armazéns do Grandella, no Chiado.

E o mais recente…

Foram três. O máxi do Turner My aeroplane mania. Já o tinha em CD single mas encontrei-o a preço de pechincha e não resisti. 
O segundo e o terceiro comprei ao meu amigo Paulo Garcia. Foram o Black Celebration dos Depeche Mode, edição alemã em vinil cinzento, e o  EP African Queen dos Allez Allez. 

O que procuras juntar mais na tua coleção?

Bandas ou artistas que eu considero imprescindíveis, já fui mais obcecado com os discos. 

Um disco pelo qual estejas à procura há já algum tempo.

O álbum da Gina X Performance, edição original de 1978 em óptimo estado. Tenho em CD a edição da LTM editada em 2005 e considero este disco um dos melhores álbums de sempre. É inspirador… 

Um disco pelo qual esperaste anos até que finalmente o encontraste.

A box set Krst pod Triglavom-Baptism dos Laibach. É uma box que não é fácil de encontrar em excelente estado a um preço aceitável. 
Tive a sorte de um amigo me oferecer a sua cópia pessoal, já não tinha muita relação com o disco.

Limite de preço para comprares um disco… Existe? E é quanto?

Acima de tudo tem de existir bom senso, condeno o mercado da especulação. Não compro discos a preços proibitivos. Tenho comprado muitos CD, agora parece que ninguém os quer. Existe quem diga que os CD são bons para servir de bases para copos.

Lojas de eleição em Portugal.

Discolecção, Flur, Louie Louie, Carbono e uma loja muito interessante e a única em Almada chama-se Drogaria Central o espaço era o de uma antiga drogaria. São as que mais visito. 

Feiras de discos. Frequentas?

Já frequentei, hoje nem por isso. Mas se me deparo subitamente com uma vou bisbilhotar. Prefiro ir às lojas.

Fazes compras ‘online’?

Sim, Discogs e Fun Records.

Que formatos tens representados na coleção? 

Álbums, máxis (muitos), CD (cada vez compro mais), singles e cassetes.

Os aristas de quem mais discos tens?

Os Human League, Depeche Mode, INXS, David Bowie, Ultravox..

Editoras cujos discos tenhas comprado mesmo sem conhecer os artistas…

São várias, desde a Domestica, Mannequin, Dark Entries, Born Bad Records… Tenho encontrado boas surpresas. 

Uma capa preferida

Tenho muitas… Escolho quatro porque uma é impossível.  Sem ordem de preferência começo pelo John Foxx com o álbum Metamatic de 1979 com a foto de Chris Gabrin que nesse mesmo ano fez a capa para o álbum de estreia dos Human League Reproduction que foi bastante controversa. A seguir a capa do álbum homónimo dos Clan Of Xymox, que foi produzida pelo recentemente falecido Vaughan Oliver, um dos magos do design gráfico o responsável pelo grafismo da 4AD.  Peter Saville é outro designer que está bem representado na minha discografia. E aí a minha escolha recai para o terceiro álbum dos OMD, o Archiecture and Morality. E, last but not least, a capa de Neville Brody para o álbum Micro-Phonies dos Cabaret Voltaire. 

Uma disco do qual normalmente ninguém gosta e tens como tesouro.

Não é propriamente um disco de que ninguém goste, diria mais que ninguém talvez o conheça. Refiro-me ao álbum do Niels Jensen The Great Sightseeing Tour. É para mim uma pérola do synth-pop.

Como tens arrumados os discos?

Ordem alfabética. Depois, separados do “monte”, os portugueses, as bandas sonoras e compilações e a música mais recente… Ahh!! os Depeche Mode e os Human League também estão à parte… São muitos.  

Um artista que ainda tenhas por explorar…

Muitos, não recuso nenhum género à partida, sem preconceitos.

Um disco de que antes não gostasses e agora tens entre os preferidos.

O The Queen Is Dead dos Smiths. Sempre admirei a capa. Penso que foi pura embirração…

Já compraste discos que, afinal, já tinhas? Caso sim, quais. E o que fazes com os discos repetidos?

Vários. Se gosto muito do artista ou banda acabo por ficar com várias cópias. E normalmente ofereço. Mas também já troquei e vendi.

Há discos que fixam histórias pessoais de quem os compra. Queres partilhar um desses discos e a respetiva história?

O primeiro disco que comprei o Dare dos The Human League, nos armazéns do Grandella, Chiado. Vivia em Corroios e fui até Lisboa por mim próprio, isto nos inícios de oitenta era uma grande aventura para um miúdo com 10/11 anos. Espanto meu, no escaparate onde estava o álbum tinha duas edições, a normal de edição portuguesa e a edição gatefold UK. Achava estranho tudo aquilo e optei por trazer a edição limitada porque, ao contrário dos dias de hoje, era a que tinha o preço mais simpático.  

Um disco menos conhecido que recomendes…

É um disco de 2019 que não vem em nenhuma lista dos melhores do ano, refiro-me ao álbum Venus In Leo dos australianos HTRK. É um álbum para quem gosta de música mais ambiental e electrónica vocalizada.

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