Uma revista para colecionadores que chega do lado de lá do Atlântico

Fundada em 1974 a “Goldmine” é hoje em dia sobretudo uma publicação online. Mas mantém uma edição impressa mensal claramente dedicada a colecionadores com gostos apontados a valores mais clássicos do rock. Texto: Nuno Galopim

Já ouviram falar da Goldmine? Os colecionadores com mais anos de vida, ou aqueles cujos gostos rumam a espaços mais “clássicos” da cultura pop/rock possivelmente conhecem a revista. Podíamos começar por descrevê-la como a Record Collector norte-americana. Mas na verdade, e apesar das afinidades nos temas muitas vezes abordados, em nada podemos comparar a atual e “magrinha” revista americana com a sua parente britânica, mais robusta, com mais páginas e uma exposição internacional mais evidente.

         A Goldmine – The Music Collector’s Magazine surgiu em 1974, fundada por Brian Bukantis, em Fraser (no estado de Michigan). Começou por ser bimensal, mas em 1977 adquiriu uma periodicidade anual, que ainda hoje se mantém. Por ali passaram grandes nomes do jornalismo musical como Dave Thompson, David Nathan ou Jeff Tamarkin, nomes que mostram uma presença importante de autores britânicos nesta publicação.

Atualmente cada edição tem entre 60 e perto de 70 páginas, dedicando grande parte das suas páginas a entrevistas e artigos sobre nomes “clássicos” da cultura pop/rock (sobretudo o rock dos anos 60 e 70). Nas últimas edições, por exemplo, as capas foram dedicadas a nomes como os Eagles, The Who ou Bob Halford. Há secções fixas (algumas dedicadas a lojas e a colecionadores) e muitos anúncios “old school” que fazem com que as velhas listas de compra pelo correio ainda tenham aqui, de certa forma, uma expressão (algo que de resto é ainda comum às páginas da Record Collector). A secção de críticas a novos lançamentos é relativamente reduzida e essencialmente focada nos azimutes que definem os destaques mais habituais dos artigos publicados.

         Perante a oferta editorial – sobretudo o aparecimento recente de várias publicações temáticas e até as edições especiais de arquivo que várias revistas têm produzido – a Goldmine, na sua versão impressa, está longe de ser uma prioridade.

         A revista tem ainda uma edição online na verdade mais ágil, com mais notícias de lançamentos discográficos, rubricas, artigos sobre a história da música popular ou dicas para colecionadores. Mesmo assim, o gosto pelas edições em papel mantém a Goldmine viva, somando já 916 edições impressas.

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