The Gift apresentam ‘online’ um documentário sobre os coliseus da Altar Tour

Os concertos nos Coliseus do Porto e Lisboa que integraram a reta final da Altar Tour dos The Gift foram olhados de perto por várias câmaras. Com realização de Aidan Kless um documentário acaba de ser apresentado no YouTube, mostrando não apenas imagens dos concertos mas também das montagens, do sound-check, dos ambiente de backstage e do público, incluindo ainda entrevistas com os músicos.

O GiRA DiSCOS aproveitou o momento do lançamento deste novo documentário e lançou três questões a Nuno Gonçalves. Aqui ficam:

Lançam um documentário ‘online’ nesta altura em que estamos quase todos em casa. Era já algo previsto ou foi uma mudança de planos?

Na altura dos Coliseus disponibilizámos este mesmo documentário 24 horas depois dos espetáculos para as pessoas que in loco compraram um cartão que dava acesso ao download do áudio e vídeo dos concertos. Era um conteúdo que tínhamos em mente lançar. Ainda que nos Gift não sejamos muito de olhar para trás. Olhámos com pompa e circunstância nos 20 anos mas na verdade estamos mais interessados no presente e no futuro. Aproveitando termos uma pausa de actividade forçada, decidimos ter um fim de semana com novidades. No sábado o documentário dos Coliseus e no domingo um novo lyric video celebrando o primeiro aniversario da edição do disco Verão.

Os Gift têm já uma história longa contada em vídeo. O que diferiu este projeto dos Coliseus dos filmes anteriores?

Uma estética mais escura, mais actual. Já temos o Aidan Kless connosco há alguns anos e ele percebe muito bem a estética da banda. Não queríamos algo muito intenso. Queríamos um documentário fixado nessas duas noites. Regularmente fazemos after-movies com esta mesma estética. Ou seja, é uma caminho que junto do Aidan traçamos já desde o inicio desta parceria que começou com o Altar e se prolongou até ao mais recente disco Verão e respectiva digressão.

Lançaram também recentemente uma playlist de B sides… Como surgiu essa ideia… E, já agora, como serão as próximas semanas para os The Gift?

Já há muito que tinha em mente mostrar os Gift para alem dos singles. Gerir uma banda como os The Gift em Portugal é também um ponto de equilíbrio. Uma banda que artisticamente tem olhos no futuro, mas que também tem toda uma estrutura profissional que tem de ser mantida e financiada. E essa gestão faz-se com vendas, com concertos, com receitas, com festivais. E os singles alimentam esse lado mais popular dos The Gift. Por outro lado, temos as outras canções que pautam a estética, que apontam os caminhos e esse lado é também importantíssimo porque são essas canções que fazem com que tenhamos uma tour de teatros esgotada maioritariamente por pessoas que gostam sobretudo desse lado da banda. Nunca vou esquecer os grandes discos de bandas que nos influenciaram. Os Depeche Mode por exemplo, se numa mão tinham canções mais populares, depois apresentavam-nos canções mais negras e desconhecidas que davam aos discos uma plasticidade incrível e única. No nosso mais recente disco o single é a ultima canção do disco. Achamos que há muito mais para descobrir do que o single. Há canções como Serpentina, Books ou Impressiveness que merecem todo o destaque e essa lista de lados B dá exposição a canções como essas…

 

 

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