Um convite para (re)ver o documentário “Meu Caro Amigo Chico” de Joana Barra Vaz

O documentário “Meu Caro Amigo Chico”, de Joana Barra Vaz, estreado em 2012, está disponível, para visionamento gratuito, no site da autora, até 1 de maio.

O filme parte da canção Tanto Mar, que Chico Buarque compôs em 1975 e que depois ele mesmo reescreveu três anos depois. As diferenças aí expressas são o ponto de partida para um percurso que acaba por fazer sobretudo um retrato do Portugal do nosso tempo e da música que vai nascendo entre nós. A isto acrescentam-se reflexões sobre o Brasil e África. E ainda uma (de Agualusa) que antecipa, já em 2012, uma visão de Lisboa como um centro que está a promover diálogos entre as músicas do mundo lusófono.

O elenco reúne António Zambujo, Bernardo Barta, Chico Buarque, Couple Coffe, Feromona, Foge Foge Bandido, João Afonso, José de Castro, José Eduardo Agualusa, JP Simões, Manel Cruz, Márcia, Miguel Araújo, Nuno Prata, Nuno Rafael, Os Quais, Peixe, Real Combo Lisbonense, Roda de Choro de Lisboa, Sérgio Costa, Sérgio Godinho e Zelig e conta ainda com imagens de arquivo nas quais podemos ver Luís Cília, José Mário Branco, José Afonso ou Carlos Paredes (a tocar com Chico Buarque em 1977). Não falta ainda uma entrevista de arquivo na qual o próprio Chico Buarque explica a reescrita da sua canção. Um dos ganchos que unem todas estas narrativas é um jogo de futebol que junta o próprio Chico Buarque e muitos dos músicos portugueses que vemos neste filme.

“Nesta ocasião, felicitamos a atribuição do Prémio Camões a Chico Buarque, cuja cerimónia de entrega estava prevista para o dia 25 de Abril”, lê-se no texto que apresenta esta iniciativa que acrescenta ainda: “Na impossibilidade desse encontro, propomos uma celebração da liberdade e da democracia, no conforto do vosso lar, através da música e da história de dois países para sempre enlaçados, Brasil e Portugal. Ainda que as ruas estejam desertas, com as atuais restrições e distanciamento, o pensamento é pleno e a união sentida”.

Joana Barra Vaz e Maria João Marques, que assinam o texto que apresenta este convite a (re)ver o filme, convidam cada um “a mergulhar e a apoiar os artistas presentes no filme e toda a comunidade que, através da sua arte, escreve quotidianamente a história da nossa cultura”. A exibição online “é cortesia dos autores do filme, da equipa artística e técnica e de todos os que, generosamente, tornaram este filme possível, a quem expressamos a nossa imensa gratidão”. E terminam: “Desejamo-vos saúde e ânimo nestes tempos difíceis de pandemia, esperançosos, porém, de um futuro radioso.Juntos.”

Podem encontrar o filme aqui.

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