Luís Oliveira

Podemos ouvi-lo todas as tardes dos dias de semana na Antena 3 e, também ali, ao fim-de-semana nos programas “Domingo No Mundo” e “Precisamos de Falar”. Hoje fala-nos da sua coleção de discos.

Qual foi o primeiro disco que compraste?

MC Hammer – Plese Hammer Don’t Hurt ‘Em. Na falecida Estúdio 4, em Espinho.

E o mais recente…

Kamaal Williams – Wu Hen, via HHV.

O que procuras juntar mais na tua coleção?

Simples: discos que goste. Quando comprava CDs, quase todos o discos que gostava. Agora, compro essencialmente só vinil fazendo aquele exercício de imaginação: “Ouvirei isto daqui a 10 anos?” 

Um disco pelo qual estejas à procura há já algum tempo.

Di Melo – Di Melo (1975). mas não perderei a cabeça. Aguardo pacientemente uma improvável reedição.

Um disco pelo qual esperaste anos até que finalmente o encontraste.

William DeVaughn – Be Thankfull for What You’ve Got

Limite de preço para comprares um disco… Existe? E é quanto?

Existe. Posso abrir mais os cordões à bolsa numa edição especial ou algo do género, mas castigo-me sempre que pago demasiado.

Lojas de eleição em Portugal…

Groovie, Tubitek (ainda não conheço a loja de Lisboa), Louie Louie, Tabatô, Flur e , a agora, a Jazz Messengers. Eu sou um fácil.

Costumas ir a lojas de discos quando visitas outros países? Recomendarias alguma loja em particular

Sim, tento sempre fazê-lo. A melhor surpresa foi em San Sebastian. A loja chama-se Beltza e o dono é um entusiasta, conhecedor e colecionador de música portuguesa.

Compras discos online?

Sim. Gosto muito da HHV.

Que formatos tens representados na coleção?

Essencialmente CDs (ainda a maioria) e vinil. Muito poucos singles. Uma ou outra cassete de coleção.

Os artistas de quem mais discos tens?

Bob Dylan, Fela Kuti, Bruce Springsteen. 

Editoras cujos discos tenhas comprado mesmo sem conhecer os artistas…

Não tenho essa confiança cega.

Uma capa preferida.

Terry Callier – What Color Is Love

Uma disco do qual normalmente ninguém gosta e tens como tesouro.

Há muitos discos da chamada Americana ou coisas mais country que não impinjo a ninguém porque muita gente torce o nariz. Dentro desses seria talvez o Wrecking Ball da Emmmylou Harris. Não é um segredo nem um tesouro mas é um disco que adoro e com uma produção incrível do Daniel Lanois. Ouvi-o a primeira vez em casa do Miguel Quintão e acho que estive quase uma hora sem falar. Quem me conhece achará improvável.

Como tens arrumados os discos?

Mudei de casa por estes dias. Essa é a grande questão que se coloca num futuro próximo

Um artista que ainda tenhas por explorar…

Sun Ra. 

Um disco de que antes não gostasses e agora tens entre os preferidos.

 Bob Dylan – Desire

Se pudesses imaginar uma compilação que tema escolherias e sugere três canções que poderiam figurar no alinhamento.

Como disse, estou em mudanças. Por isso podia ser : ” Querido, Mudei de Casa”.
Cymande – Dove
Darondo – Didn’t I
Charles Bradley – Changes

Há discos que fixam histórias pessoais de quem os compra. Queres partilhar um desses discos e a respetiva história?

Assim de cabeça o Qualquer Coisa do Caetano Veloso. Foi um disco que ouvi vezes sem contas na altura em que entrei na universidade. Fez-me muita companhia. É um disco que é um amigo.

Um disco menos conhecido que recomendes…

Difícil, conhecendo os teus leitores. Kiki Gyan – Feeling So Good. Músico ganês e uma história clássica de um prodígio precoce que se perdeu para as drogas duras e morreu sozinho e pobre. Um grande talento

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