Tower Records regressa, agora com uma nova vida online

A Tower Records, uma das grandes marcas da história das lojas de discos, está de regresso, agora online. O site, que recupera as cores (amarelo e vermelho) e a linguagem visual das velhas lojas, retoma igualmente a sua clássica publicação gratuita, a Pulse!, que agora existe ali igualmente em formato digital. Este renascimento na verdade estava apontado para ter acontecido em formato de loja pop-up no South by Southwest deste ano, mas o ano 2020 trocou as voltas a tudo e todos e, para já, o regresso da marca, faz-se numa loja online (acessível aqui). Vale a pena notar que, apesar do processo de falência que levou a que as lojas fechassem na primeira década deste século, a Tower Records manteve lojas físicas no Japão e na Irlanda, isto porque em ambos os casos as estruturas empresariais eram independentes da empresa central. O prédio inteiro (de onze andares) da Tower no bairro de Shibuya, em Tóquio, é se resto uma das maiores lojas de discos que hoje podemos encontrar em todo o mundo.

A Tower Records começou por ser uma aventura do filho do dono de uma drugstore em Sacramento, na Califórnia. A loja surgiu em 1960 no mesmo edifício do Tower Theatre (daí o nome) e nem estava sequer localizada numa artéria central da cidade. Mas a dimensão (maior do que as então habituais pequenas lojas de discos), o modo de apresentar os discos – em pleno boom de um entusiasmo pela música de uma emergente cultura pop – e o comportamento e look (informal) dos funcionários cativou atenções e chamou multidões. O sucesso da loja levou Russel Salomon, o proprietário, a abriu duas mais na mesma cidade. Só depois rumaram a São Francisco, uma das capitais da cultura pop em finais dos anos 60, abrindo um espaço que rapidamente ganhou visibilidade dentro de um velho armazém. Los Angeles (uma das mais míticas lojas da Tower) chegou mais adiante no tempo… E ali entre os clientes habituais estava Elton John, para quem a loja abria por vezes às 8 da manhã (uma hora antes do habitual) para que ele pudesse ali andar à vontade entre os discos, levando centenas para casa…

A fase de expansão para lá da Califórnia, que começa por ter uma projeção (de grande impacte) no Japão, antes mesmo de chegar a Nova Iorque, onde fez história a loja, de dimensões ainda maiores, que ocupava vários andares na esquina entre a rua 4 e a Broadway e chegou a ter a dada altura uma loja adjacente (na rua 4) apenas dedicada a formatos de home vídeo. A maior expansão internacional chega mais adiante (e é aí que a igualmente mítica loja em Picadilly, no centro de Londres, entra em cena). As lojas vão-se adaptando ao surgimento de novos formatos e integram novas tecnologias, tentando manter-se na linha da frente dos entusiasmos…

Mas a coisa tinha crescido demais… E a dada altura estava ali um gigante difícil de gerir… As alterações no meio que chegaram com a aproximação da viragem do milénio, juntaram-se a factos da história da própria companhia, e em poucos anos o gigante desmoronou. Vejamos como corre agora esta nova vida, para já online, da Tower Records. – N.G.

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