Gonçalo Sá

É gestor de conteúdos do portal do SAPO e do SAPO Mag e também autor do blog gonn1000. Mas hoje o Gonçalo Sá fala-nos dos seus discos.

Qual foi o primeiro disco que compraste?

Com o meu dinheiro – e não incluindo colectâneas de tops -, foi o “Version 2.0”, dos Garbage, na antiga Valentim de Carvalho do Rossio, poucos dias depois de os ter visto na Expo 98 (concertão, ainda por cima com direito a autógrafo no fim). E se não foi o disco que mais ouvi até hoje, anda lá perto. O “Pop”, dos U2, o “Ultra”, dos Depeche Mode, e os Prodigy também já tinham sido marcantes uns meses antes.

E o mais recente?

Foi o “Dark Undercoat” da Emily Jane White.

O que procuras juntar mais na tua coleção?

Há vários álbuns que não me importava de juntar, se der com eles a um preço convidativo. Mas não tenho nenhum propósito de compra regular.

Um disco pelo qual estejas à procura há já algum tempo.

Vários dos Metric.

Um disco pelo qual esperaste anos até que finalmente o encontraste.

Os primeiros EPs dos Curve demoraram anos. Como não costumo comprar online, só os encontrei numas férias fora de portas.

Limite de preço para comprares um disco… Existe? E é quanto?

Não propriamente, mas é raro comprar algum logo na altura em que é editado – a menos que seja numa ocasião especial, como à saída de um concerto. Geralmente aproveito promoções ou compra/troca em lojas de discos em segunda mão.

Lojas de eleição em Portugal… 

Costumo passar mais pela Glam-O-Rama e Carbono.

Em viagem lá fora também visitas lojas de discos? Quais recomendas?

Sempre que posso, e geralmente aparece alguma pelo caminho ou vou procurar se tiver tempo. Nos últimos anos tive boas surpresas na Veals & Geeks, em Bruxelas, na Whispers Records, em Leipzig, e na Plaatboef, em Roterdão (onde comprei os EPs e o primeiro álbum dos Curve a preços bem simpáticos).

Compras discos online?

Não, nunca ganhei esse hábito.

Que formatos tens representados na coleção? 

CD e um ou outro disco de vinil de estimação.

Os artistas de quem mais discos tens?

Depeche Mode, Smashing Pumpkins, Nine Inch Nails, Blur, PJ Harvey, Madonna e Rádio Macau.

Há editoras das quais tenhas comprado discos mesmo sem conhecer os artistas?

Que me lembre, não (ao contrário dos livros, com os quais acontece algumas vezes).

Uma capa preferida.

Ocorrem-me várias, mas para não voltar aos Garbage, pode ser a do “Ladytron”, dos Ladytron, uma das mais recentes de que gostei muito.

Um disco do qual normalmente ninguém gosta e tens como tesouro.

“American Life”, da Madonna. Tem má fama, mas é dos meus preferidos dela (e dos mais arriscados). 

Como tens arrumados os discos?

Por ordem alfabética, mas depois vão surgindo pilhas à parte com os quero ouvir, os que ouvi ultimamente ou os que ainda não decidi se quero manter.

Um artista que ainda tenhas por explorar…

Volta e meia, começo a tentar conhecer melhor vários da electrónica dos 80s – synthpop, darkwave, EBM -, mas nunca vou tão a fundo como gostaria porque as novidades acabam por ir dominando as atenções.

Um disco de que antes não gostasses e agora tens entre os preferidos.

O primeiro álbum dos Lamb demorou um bocado a entrar, costumava preferir o segundo – mas ao fim de uns anos ficaram taco a taco.

Como se cruza o teu percurso profissional com o fã de alguns artistas e colecionador de discos?

Trabalho há mais de 15 anos na gestão de conteúdos do portal do SAPO e, pouco depois de ter começado, mantive quase sempre contacto com a música por lá, através de projectos como o SAPO Música, o SAPO On The Hop e, nos tempos mais recentes, o SAPO Mag, o canal de cultura e entretenimento – embora agora acabe por trabalhar na secção de TV de forma mais regular. E depois também vou escrevendo sobre o que ouço no meu blog.

Há discos que fixam histórias pessoais de quem os compra. Queres partilhar um desses discos e a respetiva história?

Lembro-me de uma, mas não com uma compra. Quando tinha uns 16 anos, ganhei alguns discos num passatempo da antiga Rádio Marginal e fui da Amadora até às instalações, em São Domingos de Rana, para os levantar, sem nunca ter estado naquela zona antes. Isto foi num tempo pré-telemóveis (e pré-Google Maps), e por isso meti-me num labirinto entre comboio, autocarro e muito tempo a andar a pé numa zona de auto-estradas. “Quando for assim, diz-nos e enviamos os discos por correio”, disseram-me quando lá cheguei. Pronto, nota mental registada. Mas o esforço valeu a pena porque um dos álbuns era o “Without You I’m Nothing”, dos Placebo – não os conhecia assim tão bem e acabei por ouvi-los muito durante uns anos.

Um disco menos conhecido que recomendes…

Lembro-me de alguns, embora o que eu considero pouco conhecido possa ser familiar para outros. Mas pode ser o “My Big Hero” (1998), dos 12 Rounds, uma banda britânica do final dos anos 90 editada pela Nothing Records, do Trent Reznor. Aliás, era a banda do Atticus Ross (hoje membro dos Nine Inch Nails) e tinha a mulher dele, Claudia Sarne, como (grande) vocalista. Dos portugueses, “The Atari Series #1” (1999), um EP demasiado esquecido dos Supernova.

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