Uma nova loja de discos acaba de nascer em Lisboa. A Velvet Record mora na Gare do Oriente, a metros de uma feira de discos e livros que, com alguma regularidade, Custódio Simão ali tem mantido nos últimos anos. O espaço corresponde a uma antiga lavandaria e sofreu profundas alterações num conjunto de obras lançadas nos últimos três meses. Abriu há poucos dias e, aos poucos, está a ganhar forma.

O espaço está bem aproveitado, apresentando uma zona para CD (que destaca o fado mas também outras formas da música portuguesa e junta música ainda outras geografias e géneros), uma outra dedicada a livros em segunda mão, um grande cabide com T-shirts (de merchandising oficial de bandas), deixando todo o espaço central da loja para ilhas literalmente cheias de discos em vinil. O vinil que ali encontramos é usado, distribuído em secções distintas para música portuguesa, brasileira, africana, francesa, pop/rock, independente, punk, metal, jazz… Os singles serão brevemente para ali transferidos do local que atualmente ocupam na feira no exterior da loja.

Custódio nota que esta loja serve vários públicos, não esquecendo o colecionismo. Os 45 rotações (a seleção é variada) representam precisamente uma das apostas da loja para colecionismo. Vão estar arrumados em caixas nas ilhas centrais sob o vinil de 12 polegadas.

Nos vários formatos há na loja “as bandas importantes e colecionáveis”. Mas o responsável por este espaço sugere que alguém que procure um ou outro disco em particular o contacte de antemão já que na outra loja que tem no Pinhal Novo “é muito provável que o consiga encontrar e o tenha aqui um ou dois dias depois”.  

Custódio prefere fazer vendas em pessoa às soluções online. E confessa que gosta de conversar com quem aparece na loja. “Isso é aquela parte a que eu chamo o barbam, a confissão, o padre, falarmos… Há todos os casos, tanto estrangeiros como portugueses. Como o meu background foi no estrangeiro tenho colecionadores amigos de há 30 anos em todas as partes da Europa”. Custódio, que também é colecionador (Bowie é um dos artistas que coleciona), acrescenta ainda que “o colecionador gosta de falar com alguém que entenda a mesma língua”.

A feira vai passar a existir apenas três meses por ano

A feira vai existir no espaço que tem ocupado até ao fim do mês e regressará apenas em algumas ocasiões no futuro, sobretudo nos meses de verão em que a gare conhece uma movimentação ainda maior. “Em vez se seis vai passar a estar ali três meses por ano, mas a loja estará cá em permanência”. Os anos que a feira ali se manteve criaram um público, diz Custódio, até mesmo entre viajantes que “repetem férias perguntam, antes de vir, se a feira está aberta e daí a ideia de ter a loja em permanência”. O público estrangeiro procura “bastante o vinil”, acrescenta.

Custódio já teve antes uma loja em Lisboa, mas o preço elevado da renda e a falta de tempo levaram-no a encerrar o espaço, mantendo, contudo o que tem no Pinhal Novo. Começou também a fazer feiras por todo o país e lá fora, razões que acentuaram a necessidade de fechar a loja que antes tinha em Lisboa. Agora, vários anos depois, a Velvet Record volta a tê-lo, em permanência, na cidade.

Velvet Records

Gare do Oriente, Lisboa

Horário:

Das 10.00 às 19.30 de segunda a sábado

Encerra aos domingos

4 responses to “Velvet Record (Lisboa)”

  1. Teria o email para contato ou telefone da loja?

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    1. Não tenho email da loja.

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  2. Avatar de Pedro Vardasca
    Pedro Vardasca

    Pedro, podes tentar escrever uma mensagem pelo Discogs, mas pertencem àquela – bizarra – espécie de vendedores que não responde…contra o próprio interesse dos seus negócios…
    https://www.discogs.com/seller/velvetrecord/profile

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  3. Não consigo perceber como é que um negócio nasce sem contactos (email ou telefone). Os discos são caros e nem têm classificação do estado do vinil ou da capa! Não dou 40€ ou 50€ por um disco sem ter a sua classificação. Vejam como funciona a vossa concorrência! Enfim…

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