Amália Rodrigues “Aranjuez, Mon Amour” (1967)

Na segunda metade dos anos 60 a cada vez mais evidente notoriedade que Amália conquistara em circuitos internacionais levou-a a gravar em várias outras línguas. O desafio de interpretar ‘standards’ do teatro musical americano ficaria na gaveta por uns anos. Uma ligação mais intensa com Itália iria gerar uma série de importantes edições locais nos anos 70. Mais presentes na segunda metade dos anos 60 foram uma série de lançamentos apontados não só ao mercado francês como à capacidade de comunicação global que a música francesa tinha por esses dias. Nasce então, por exemplo, em 1967, a célebre versão de Inch Allah de Adamo, que levou o próprio cantor a escrever uma carta a Amália, dizendo-lhe que a canção agora era dela… No mesmo disco cantava Gilbert Bécaud (L’important C’est La Rose).

            Meses depois surgia um novo EP em francês no qual uma vez mais ficava bem clara a ousadia e capacidade de transcender as fronteiras dos géneros musicais em Amália. O francês Richard Anthony (uma voz de proa do yé yé) tinha então abordado elementos do Concerto de Aranjuez do compositor espanhol Joaquin Rodrigo. E, acopmpoanhada pela Orquestra de Joaquim Luis Gomes, recriou Aranjuez, Mon Amour. O EP inclui ainda Sur um Air de Guitarre e L’Automne de Notre Amour.

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