Duran Duran “Girls on Film” (1981)

Uma semana depois do lançamento do álbum de estreia Duran Duran, um terceiro single extraído do seu alinhamento chegou às lojas. A canção, que abria o Lado A do álbum, rapidamente acabou transformada num clássico de referência da discografia do grupo e hoje é peça incontornável da memória pop de 80. Girls On Film, mais próximo do modelo híbrido de cruzamento de linguagens pop/rock com estruturas rítmicas herdadas do disco usado em Planet Earth foi fenómeno global, atingindo o quinto lugar no Reino Unido e o número um em diversos países, entre os quais Portugal.

As raízes mais antigas de Girls on Film datam ainda dos tempos da formação que o grupo tinha em 1979, e Andy Wickett, que era então o vocalista, chegou a contribuir para lançar algumas das ideias depois usadas, se bem que de um alegado entendimento assinado depois, terá surgido a possibilidade de não o creditar. Contudo, anos depois, o próprio Andy Wickett faria pública uma maquete da versão de trabalho que a canção tinha em 1979, acabando por editar essa maquete num EP que lançou em 2016 pela Cleopatra Records.

A canção abria ao som de um motor de uma máquina fotográfica, refletindo depois sobre a exploração de modelos pela indústria da moda (temática retomada alguns anos depois no álbum Red Carpet Massacre, nomeadamente no teledisco de Falling Down). Os telediscos que acompanharam o single (sobretudo a versão censurada) roubaram contudo qualquer hipótese de protagonismo à abordagem temática sugerida e a “polémica” que nasceu do facto de haver uma versão mais “picante” (que em 1983 seria editada em cassete vídeo, o que era coisa inda nada frequente na altura) e uma outra, mais “suave”, usando imagens das modelos em diálogo com mais planos de uma atuação da banda, eclipsou o discurso que eventualmente pudesse ter ali nascido. O sucesso do single solidificou, todavia, o estatuto do grupo no verão de 1981 e a canção tornou-se desde então uma presença regular nos concertos do grupo.

O lado B apresenta uma peça esquecida desses dias, Faster Than Light. Na versão máxi, e tal como tinha sucedido com Planet Earth, optaram por apresentar um novo arranjo da canção. Este arranjo, editado como Girls on Film (Night Version), serviu, de resto, de banda sonora à versão não censurada do teledisco.

Rodado pela dupla Godley & Creme, o teledisco de Girls on Film foi dos primeiros da história do novo formato a ser alvo de censura televisiva. Apresentava, em diversas sequências, mulheres em situações mais próximas de um registo soft core do que dos códigos mais habituais na cultura pop da época. Para assegurar a divulgação da canção na televisão foi criada a tal outra versão “censurada”, valorizando mais as imagens da banda em atuação.

Máxi-single
Edição espanhola (7″)
Edição japonesa (7″)
Edição EUA (7″, capa genérica)

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